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A convivência

      Manu era uma menina muito pouco comunicativa, tinha 17 anos e apenas um único amigo que ela achava que não a faria mal algum. Ela tinha medo de conviver com outras pessoas e ser magoada. Esse seu amigo, chamado Luan sempre estava ao lado dela, e fazia 3 anos que eles se conheciam. Estudavam juntos, iam para os mesmos lugares, viviam um na casa do outro, eram como irmãos. Um certo dia, Luan ia encontrar Manu em casa para irem almoçar juntos, e de repente um carro em alta velocidade e sem controle atingiu o menino e ele foi levado para o hospital, em estado gravíssimo.
     Ao saber do acidente do melhor amigo, Manu foi correndo até o hospital em desespero para ver e ter noticias dele. Ela estava em choque e sem acreditar no que tinha acontecido. Os pais do menino disseram a ela que a todo momento ele chamava "Manuela, eu quero a Manu, preciso falar com ela", até que o médico chegou até eles e disse que o estado de Luan era instável e que ele queria muito ver a amiga. Manu, imediatamente, foi vê-lo e ao chegar lá, ele disse que ela precisava se comunicar com as pessoas, ter novos amigos e ser feliz completamente. Ele pedia isso a ela pois estava com medo de morrer e ela não segurava o choro.
      Ela o dizia que o estado dele era instável, mas ele falava que sentia a morte o chamando, então pediu a ela que prometesse que iria ter novas pessoas ao seu redor e sempre lembrar que amigos de verdade não magoam os outros. Manu, então prometeu. Voltou para casa pensativa, não esquecia tudo que seu amigo tinha dito e se perguntava: por que esse medo não passa? Chegando em casa, sua mãe perguntou se ela só não se comunicava com as pessoas por medo de a magoarem ou se tinha outro motivo. Manu ficou assustada, não respondeu e subiu para o quarto.


AUTORA: Thaís Mendes

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