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A viagem - PARTE 5

PARTE 1: www.ashistoriasaleatorias.blogspot.com.br/2013/09/a-viagem.html
PARTE 2: http://www.ashistoriasaleatorias.blogspot.com.br/2013/09/a-viagem-parte-2.html
PARTE 3: http://www.ashistoriasaleatorias.blogspot.com.br/2013/09/a-viagem-parte-3.html
PARTE 4: http://www.ashistoriasaleatorias.blogspot.com.br/2013/09/a-viagem-parte-4.html


      Utilizando os utensílios de primeiros socorros que haviam levado, Laércio iniciou o procedimento. Ao cair da noite tudo já tinha sido feito e Bruna não reagia bem, ardia em febre e dizia coisas sem sentido. Laércio conversou com o resto do grupo e informou que talvez Bruna não sobrevivesse, os recursos para que os pontos cicatrizassem eram escassos e caso a infecção se alastrasse pelo corpo, ela não teria chances. A preocupação e o desânimo tomou conta de todos e a noite parecia longa demais. Foi então que Bruna já sem forças e com muita dor, deu um pequeno gemido e fechou os olhos, dessa vez para sempre. O desespero foi geral e eles, mesmo que de forma humilde, armaram um pequeno funeral para a amiga com muitas flores coloridas.
      Os primeiros raios de sol começaram a surgir no horizonte e eles não tinham outra escolha, se não continuar a caminhar pela ilha em busca de ajuda. Estavam cansados, com fome e abalados, mas a vontade de sair de lá era muito maior do que qualquer outra coisa. Avistaram então uma linda cachoeira, rodeada de pequenas árvores que faziam uma sombra fresca e quase que como um convite para descansarem ali, eles se instalaram e descansaram tentando esquecer o que havia acontecido na noite anterior. 
      Foi então que Jardel acordou com o som do canto de um pequeno pássaro que havia feito o seu ninho justamente na árvore aonde ele adormecia. E ali, observando o pássaro, ele lembrou de toda a sua vida antes da viagem, dos sonhos que ele alimentava dia após dia e que ele ainda tinha fé que iria realizar. Chorou, chorou todo o medo e a dor que guardava dentro de si, sabia que teria que ser forte, sabia que talvez eles jamais sairiam dali, mas sabia também que enquanto pudesse, lutaria com todas as suas forças para continuar vivo e sair daquela ilha. A fome começou a incomodar a todos, e Wellyson e Laércio saíram para procurar alimento, enquanto Jana e Jardel armavam um refúgio para quando a noite chegasse o frio não os incomodassem.


AUTORA: Rafaela Lopes

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