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O assassinato - PARTE 2

PARTE 1: http://ashistoriasaleatorias.blogspot.com.br/2013/09/o-assassinato.html

  Ao olhar Felipe entrei em desespero. Isso não podia estar acontecendo. Imediatamente meus olhos se encheram de lágrimas e fiquei durante alguns segundos em estado de choque. Eu não sabia o que fazer. Gritei. Pulei da cama e segurei a mão dele. Pedindo em silêncio a Deus para que ele tirasse o Felipe dessa. Passei os olhos pelo quarto. Onde eu tinha colocado o meu celular? Quando o achei no chão debaixo de uma camiseta do Felipe disquei para a emergência. Entre minha respiração acelerada e inúmeros soluços consegui explicar para a mulher o que estava acontecendo e passei o endereço. 
    Desliguei o telefone e sentei do lado do Felipe aos prantos. Meu choro estava tão alto que somente quando a campainha tocou levantei a cabeça. E somente nessa hora eu percebi que o Felipe tinha parado. E quando eu digo parado quero dizer realmente parado. Não mexia nem o peito com o barulho da respiração. Fui correndo até a porta.
- Por favor! RÁPIDO! Ele não está respirando! – Exclamei aos enfermeiros que estavam na minha frente.          Os guiei até o quarto e fiquei esperando enquanto eles examinavam e tentavam reanimar o Felipe. Eu não conseguia entender nada do que estavam fazendo. Nunca tinha acontecido isso. Não sabia nada de primeiros socorros. Sabia que deveria ligar para a emergência e era isso que eu tinha feito. Um doutor veio conversar comigo enquanto os enfermeiros ainda faziam – sabe-se lá o que – com o Felipe. Ele perguntou o que havia acontecido, se ele tinha problemas cardíacos, se havia algum cardíaco na família... Respondi o que sabia.
- Doutor, não há mais nada que possamos fazer. Ele está morto.
- NÃO! – Voltei a chorar e antes que me jogasse em cima do Felipe um enfermeiro me segurou me tirou do quarto a pedido do médico. Me colocou sentada no sofá da sala e me entregou um copo de água com açúcar que eu não pedi.
- O médico legista já está a caminho. Não podemos mexer no corpo para não danifica-lo. Somente quando ele chegar que vamos saber com exatidão o que aconteceu.
     Esperei o que pareceu ser uma eternidade o médico legista chegar. E mais uma eternidade para ele descer com o corpo e vir falar comigo.
- Preciso do telefone de um parente próximo. E vamos precisar de tempo para descobrir o que aconteceu. Mas se você está certa sobre ele não ter problemas cardíacos, nem ninguém na família, isso tudo o que aconteceu é muito suspeito. – Ele disse com uma cara de como se eu fosse a pior pessoa do mundo – E preciso que você nos acompanhe.



AUTORA: Maíra Sampaio

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