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O assassinato - PARTE 6

PARTE 1: http://ashistoriasaleatorias.blogspot.com.br/2013/09/o-assassinato.html
PARTE 2: http://ashistoriasaleatorias.blogspot.com.br/2013/09/o-assassinato-parte-2.html
PARTE 3: http://ashistoriasaleatorias.blogspot.com.br/2013/09/o-assassinato-parte-3.html
PARTE 4: http://ashistoriasaleatorias.blogspot.com.br/2013/09/o-assassinato-parte-4.html
PARTE 5: http://ashistoriasaleatorias.blogspot.com.br/2013/09/o-assassinato-parte-5.html

       Marcos começou a chorar e percebi que falavam de uma foto, provavelmente a que Felipe deixava na sua estante. Era uma foto antiga da família, aonde se encontravam todos num sitio, lembro com clareza dele me contando essa  história, era como se ele mudasse seu jeito por completo quando lembrava do passado da família . Isso definitivamente era algo que não gostava de recordar, e muito menos compartilhar, e eles poucos minutos depois saíram da casa  .
      Senti minha pulsação aumentar, iam passando mil coisas na minha cabeça, comecei a passar mal novamente e tentei me concentrar na minha respiração. Isso tão pouco funcionou, lembrei de Felipe e chorei como se não fosse passar essa dor  de perde-lo, e a agonia crescia  ainda mais de não saber o que ocorrera com ele .
       Andando pela casa, eu definitivamente não queria mais estar ali , o funeral seria na manhã seguinte e eu não estava preparada para isso, me questionava todo tempo pensando como seria a ultima vez que eu realmente o veria. Lembrar que a ultima conversa que tivemos foi praticamente uma briga aonde desejei sua morte, fazia com que eu me sentisse com uma carga negativa imensamente pesada sobre mim . Fui para casa e antes de dormir liguei para meu chefe, meu médico me passou atestado de 3 dias, logo não tinha com que me preocupar  .
      Acordei muito cedo, me sentia anestesiada, e olhando pela janela do quarto observava o céu e edifícios altos da minha vizinhança. Estava um dia nublado, e parecia que tinham jogado um pote com pó cinza pelo horizonte. Peguei um táxi e fui até o local aonde ocorreria o funeral. Eram poucas pessoas, a família morava longe, logo foram poucos que estiveram presentes. Foram também alguns amigos da universidade, conhecidos do trabalho, mas nada de mais .
      O ambiente era tranqüilo, mas não parecia que a paz estava ali , toda aquela tristeza e lágrimas deixavam um fluido desagradável, e ver Felipe pela ultima vez foi a maior dor que já senti, apesar dos pesares ele sempre foi o homem da minha vida .
       Depois de algumas horas fomos para o enterro, muitos discursos e despedidas... fui uma das ultimas a sair de lá, e quando estava caminhando para os portões do cemitério, senti uma mão no meu ombro, uma mão que por sinal masculina, estranhei e virei assustada, e era Gustavo. Gustavo era um amigo de Felipe, eles se conheciam desde a  infância. Ele me perguntou se eu estava bem  e me chamou para conversar após o dia cansativo que ambos tivemos. Fomos para uma lanchonete perto de casa, aonde pedimos um café e falamos sobre momentos antigos. Durante a conversa sentia uma agonia muito grande , parecia que tinha alguém a mais ali conosco, mas já era tarde e olhando em volta  só vi o Dona Marcela do 304 que vendia doces e uma família. Gustavo cismou que queria me deixar em casa, e durante esse momento que ele tentava me convencer observei uma imagem estranha do lado de fora , parecia com Felipe e isso me deixou extremamente eufórica e tensa... então saí depressa e o deixei falando sozinho .
      Quando cheguei perto daquela imagem, ela simplesmente desapareceu e surgiu então uma lembrança: uma tarde quente aonde estávamos sentados no banco, e Felipe me dizia que eu não deveria confiar em ninguém , que coisas estranhas andavam acontecendo e iam querer se aproximar de mim. Eu sempre pensava que era bobagem dele, mas agora isso me assustava .

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