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Saída de Emergência - PARTE 6

PARTE 1: http://ashistoriasaleatorias.blogspot.com.br/2013/09/saida-de-emergencia.html
PARTE 2: http://ashistoriasaleatorias.blogspot.com.br/2013/09/saida-de-emergencia-parte-2.html
PARTE 3: http://ashistoriasaleatorias.blogspot.com.br/2013/09/saida-de-emergencia-parte-3.html
PARTE 4: http://www.ashistoriasaleatorias.blogspot.com.br/2013/09/saida-de-emergencia-parte-4.html
PARTE 5: http://ashistoriasaleatorias.blogspot.com.br/2013/09/saida-de-emergencia-parte-5.html


-Erik! - Nossa, senti um alivio tão grande por encontrar alguém conhecido. Ainda mais Erik, uma pessoa que me protege a tanto tempo e estava ali na minha frente naquele momento de terror tão grande.
-Clara! O que você faz por aqui? Está tarde! - Ele falou com uma feição preocupada.
    Por um estante pensei em não desabafar e manter tudo em segredo, porem não achei justo com ele e nem comigo e desatei a falar.
-Erik, você não vai acreditar. Eu estava gostando de um cara que eu vinha conhecendo, só que agora eu acabei de descobrir que ele é um louco. Bateu no meu melhor amigo por ciúmes, e agora provavelmente está atrás de mim.
    Não queria olhar para trás ao terminar minhas últimas palavras. Porém não hesitei. A rua estava vazia, apenas alguns carros passavam, as luzes das lojas que já estavam fechadas clareavam a noite junto com a grande lua, que no céu brilhava.
- Clara do que você está falando? Você deve estar muito cansada...Vem, vou levá-la para casa.- Disse ele pegando em meu braço e me fazendo ir com ele.
     Comecei a sentir uma dor de cabeça que me incomodava. Tentei visualizar Erik e olhar nos fundos de seus olhos, porém os olhos dele admiravam o horizonte e suas mãos continuavam cravadas em mim. Vi o carro de Erik na minha frente, minha vista não parava de escurecer. Senti que ia desmaiar e cai nos braços de Erik.
     Uma luz artificial cegava meus olhos e ao desviar vi Erik sentado na cadeira do quarto azul. Estava no hospital? Confesso que a gentileza e a preocupação de Erik me deixaram enfeitiçada. Seus olhos azuis e seus cabelos levemente encaracolados faziam qualquer garota suspirar.
      Ele levantou e com seu rosto angelical disse:
-Você esta péssima.- E eu queria urgentemente um espelho, e fiquei procurando no quarto algo que me refletisse. Mas nada achei.
-Obrigada por tudo - Disse agradecida.
-Vou ter que fazer umas coisas agora, mais daqui a pouco eu volto para ver como esta minha paciente. Tente não sair do quarto.- Ele disse saindo pela porta á fora.
       Ao ficar sozinha meus pensamentos começaram a borbulhar e as ideias de quem era o verdadeiro Rodrigo explodiam em minha mente. Como ele foi capaz de bater no meu melhor amigo? Lembrei que caio ainda estava no hospital. Decidi desobedecer Erik e ir visitá-lo.
- Clara, eu preciso falar com você... - Caio estava com uma voz rouca e tropeçando nas palavras.
- Calma, você não pode falar muito.
- Clara, quando eu fui na casa do Rodrigo vigiá-lo... Eu só fui porque estava preocupado com você.
      Tentei abrir a minha boca para falar que já sabia de tudo mas de nada valeu.
- Mas não encontrei nada. Saí de lá disposto a falar com você que aceitava o seu namoro com Rodrigo. Só que quando eu cheguei na sua casa eu vi sua mãe beijando o seu médico... o Erik. - Ele disse
      Eu pensei: Não podia ser! Caio só poderia estar enganado. Como minha mãe estaria com Erik?
- Não se espante. Isso não é o pior Clara... O pior é que eles estão armando pra você... Os remédios que Erik te receita são para o seu mal. Tudo para matar você. A sua mãe quer a sua herança Clara.
- O que?! Caio, você está maluco! É da minha mãe que você está falando.
- Clara, para o seu bem. Você precisa acreditar em mim.
     Após ouvir a toda aquela nojeira sai do quarto enfurecida, irritada o bastante para terminar minha amizade com Caio. Como ele poderia falar uma coisa daquela da minha mãe?! Sem saber por onde andava entrei em uma sala repleta de cortinas transparente. A sala era bem grande e um tanto escura. Preferi andar mais um pouco para ver se achava uma saída.
     No entanto eis que vejo a pior coisa que eu poderia ver: Minha mãe e Erik aos beijos em cima de uma maca. Fazendo declarações de amor um ao a outro. Aquela cena em minha frente me deu vontade de vomitar.
     Então tudo que Caio falou era verdade... minha própria mãe queria o meu mal, minha morte, por causa de uma herança, como ela poderia!? Eu queria xingar eles, ferir eles de alguma forma, mas era melhor não. Se eles tentavam me matar imagina o que fariam comigo naquela sala.
     Decidi sair sem que ninguém me visse e fui andando de costas. Ao sair senti uma coisa fria esbarrar em minhas mãos e quando dei por mim uma mesinha de matal caia no chão, revelando minha presença. Os olhos de minha mãe e de Erik focaram em mim e o medo tomou conta de mim e corri como se minha vida dependesse disso e de alguma forma eu sabia que ela dependia.
     Ao virar o corredor encontro-me com Rodrigo e sinto como se... não sei explicar como me senti naquele momento só sabia que se tivesse que morrer ali, morreria feliz ao lado de Rodrigo.
- Vamos, vamos, corra! - disse a ele antes dele começar a falar.
    Vimos uma placa de saída de emergência, subimos uma escada e em um minuto estávamos no último andar do hospital. Ao ver o céu estrelado e sem ter para onde fugir, abracei Rodrigo e o beijei, o primeiro e provavelmente o último beijo, meu desejo era que tudo parasse e que por apenas alguns segundos pudéssemos aproveitar aquele momento. Mas não. O tempo não parou.

AUTOR: Gabriel Silva

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