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A convivência - PARTE 4

PARTE 1: http://ashistoriasaleatorias.blogspot.com.br/2013/09/a-convivencia.html
PARTE 2: http://ashistoriasaleatorias.blogspot.com.br/2013/09/a-convivencia-parte-2.html
PARTE 3: http://ashistoriasaleatorias.blogspot.com.br/2013/09/a-convivencia-parte-3.html


      E então as lágrimas voltam, todas de uma vez só. As pernas de Manuela fraquejam, e ela senta no chão chorando de soluçar. Passado alguns minutos, Manu já havia se acalmado um pouco, e tentava beber a água que Inês havia lhe dado. Ela já vinha se preparando emocionalmente para esse momento há um mês, mas ainda assim era muito difícil de acreditar.
      Conforme as semanas iam passando, a presença de Abigobaldo em sua casa era cada vez mais frequente. Ele sempre estava lá, tentando animá-la enquanto ela contava a ele um pouco mais sobre Luan, já que ele nem chegara a conhecê-lo. Até que um dia Abigobaldo disse:
- Pelo que você fala sobre o meu irmão, ele me pareceu um pouco ciumento e até mesmo autoritário demais, sendo só um amigo – ele falou com cuidado, e então continuou – eu não sei, pode ser só impressão, mas, o Luan tinha alguma coisa a ver com você não se relacionar muito com as pessoas?
      Por um momento pareceu que Abigobaldo estava tentado transformar Luan em um vilão, ela achou isso um pouco estranho, mas então resolveu responder a verdade, pois já não aguentava mais guardar isso para si mesma.


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A pessoa certa na hora errada

    Mariana, uma jovem advogada, sempre foi reconhecida por si mesma e seus amigos mais próximos como '’a certinha’' e '’a boa moça’'. Mariana tinha certeza que aos trinta anos estaria casada com um marido lindo e atencioso, filhos, uma carreira bem sucedida e uma vida maravilhosa. Mas, às vésperas de seu aniversário, tudo o que conseguiu foi como sempre ser uma pessoa certinha, filha exemplar e viver dentro das regras.
     Sempre à sombra da sua melhor amiga popular, trabalhando com um chefe que detesta e sem esperança de mudanças, Mariana não se sente satisfeita com absolutamente nada de sua vida. E isso está prestes a ficar ainda mais complicado. Depois de beber muito durante a comemoração de seu aniversário, ela acaba beijando Danilo, que é seu grande amigo desde os tempos de faculdade e seu grande amor. O problema é: Danilo é o noivo de Aléxia, sua melhor amiga.

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A grande chance - PARTE 3


     No dia seguinte, bem cedo, Camila acordou e começou a se preparar para fazer sua prova. Tomou um café bem reforçado e saiu, pois tinha um longo caminho pela frente. Seu maior desafio era se locomover no Rio de Janeiro, então pediu ajuda para sua tia, a que cedeu a casa a ela, e com sua ajuda chegou até o ponto de ônibus. Ela também a havia falado onde deveria saltar, e para onde ir depois de descer do ônibus. No ponto parecia uma eternidade, o ônibus não chegava, ela já estava agoniada e nervosa, até que ele finalmente chegou.
     Pegou o ônibus e o trajeto levou cerca de 45 minutos, mas havia um grande trecho a pé, e ela pediu informações para pessoas na rua e seguiu.  Enfim, cansada, chegou ao local muito nervosa, mas estava confiante que o resultado da prova definiria o seu futuro. Seguiu em frente até a sala onde seria aplicada a prova, sentou-se e aguardou o inicio da mesma. Começaram a entregar as provas e Camila tentava se acalmar, para fazer uma boa prova.


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A convivência - PARTE 3

PARTE 1: http://ashistoriasaleatorias.blogspot.com.br/2013/09/a-convivencia.html
PARTE 2: http://ashistoriasaleatorias.blogspot.com.br/2013/09/a-convivencia-parte-2.html


     Inês se mantém parada ao lado de Manu que agora está se debulhando em lágrimas. Sem entender nada, Abigobaldo chega perto da menina visivelmente descontrolada e é surpreendido por um grito estérico que o faz recuar.
- Você está vivo! – diz Manu aos prantos, e se joga nos braços do menino que ela já suspeitava estar morto.
     Em segundos, sua mãe ao ouvir os berros entra no consultório desesperada, deparando-se  com o menino que para sua surpresa é idêntico a Luan, o amigo, até então hospitalizado de Manuela.
- Como isso foi acontecer? Ontem mesmo você estava de cama! - Indaga a mãe de Manuela, pressionando o braço de Inês com toda força. As três começam a ouvir um burburinho se formando por todos os lados do consultório.
     Abigobaldo percebe que esse encontro repentino começa a sair do controle, rapidamente ele começa a explicar para Manuela e sua mãe que tudo não passa de um engano, diante delas não está Luan e sim seu irmão gêmeo, recém chegado de Xerém aonde foi criado com seus avós paternos. Sem contestar, ele conta com detalhes como foi difícil a perda do irmão que acabara de morrer sem saber da sua existência. O que faz com que Manuela se desespere pois é nesse exato momento que ela descobre que seu único amigo, de fato está morto.


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O assassinato - PARTE 4

PARTE 1: http://ashistoriasaleatorias.blogspot.com.br/2013/09/o-assassinato.html
PARTE 2: http://ashistoriasaleatorias.blogspot.com.br/2013/09/o-assassinato-parte-2.html
PARTE 3: http://ashistoriasaleatorias.blogspot.com.br/2013/09/o-assassinato-parte-3.html


     Marcos era o irmão mais novo de Felipe. A família passava longe de ser bem estruturada, eles viviam em um tipo de competição e não demonstravam muito carinho. Perdida em meus pensamentos, percebi que Marcos chegou ao local. Ele era alto e tinha um olhar misterioso que já me cativara outras vezes. Antes de namorar Felipe, “ficamos” algumas vezes, mas nada sério. Porém, aquele homem misterioso sabia muito sobre mim. Se aproximando, com um sorriso suspeito, disse:
- Eu sei o que você fez.
Desmaiei.
Acordei com uma forte claridade, eu estava no hospital. Um médico que estava a me observar, sorriu e disse:
-Como está se sentindo?
Ainda zonza não conseguia responder.
-Tudo bem, se não conseguir me responder. Só não esqueça mais de tomar seus remédios, seu tratamento precisa ser de uso contínuo.
      Não! Ele também sabia agora! Quem mais saberia? Marcos teria contado a alguém? Esforçava-me para lembrar a noite da morte de Felipe. O médico estava equivocado, eu tinha tomado os remédios. Apesar disso, me lembro da nossa briga e o quanto estava exaltada aquela noite.
      Assim que o médico me deu alta, voltei a ex-casa de Felipe. Lá estava tudo remexido pela perícia, acredito. Enquanto arrumava nossas coisas ouvi um barulho. Alguém estava abrindo a porta. Quem seria? Ninguém tinha aquela chave além de nós dois.



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Uma história aleatória - PARTE 2

PARTE 1: http://ashistoriasaleatorias.blogspot.com.br/2013/09/julieta-nao-podia-imaginar-o-que-o-dia.html

     Uma semana se passou e Julietta já estava mais acostumada a ir à escola de metrô, ainda mais depois da ajuda de seu irmão Guilherme. Por mais que Julie hesitasse, a aproximação entre os dois era inevitável, afinal, ela precisava da ajuda dele, pelo menos nesses primeiros dias de adaptação no Rio de Janeiro. Guilherme fazia faculdade de administração à noite e trabalhava em uma loja de celulares na praça Saens Penã durante o dia, e por isso, conseguiu um aparelho usado para que a irmã não ficasse incomunicável. Receber um presente - principalmente um presente que ela estava tanto precisando - do seu irmão bastardo, foi como uma facada em Julie. Ela queria poder não aceitar, mas devido às atuais situações, isso se tornou impossível.
      Sua mãe Cláudia, havia recebido uma proposta de emprego no Rio após a separação, e como estava acostumada com o dinheiro do ex-marido, sustentar uma casa e pagar todos os mimos da menina, com apenas a ajuda da pensão paga por Alberto, não estava sendo fácil. Na escola Julietta já estava começando a fazer suas primeiras amizades, e a que estava se tornando mais forte era a com uma menina morena, de cabelos muito lisos e franja na altura dos olhos, Larissa. Foi essa menina que a recebeu, mesmo quando os grupos já estavam formados, a apresentou aos outros e a estava tratando extremamente bem durante essa difícil primeira semana para Julietta.
    Larissa se mostrou uma pessoa muito verdadeira, e estava realmente disposta a ajudar Julie a se adaptar a nova cidade, por isso Larissa a convidou para um tour pela tijuca e bairros adjacentes, afinal, Julietta deveria conhecer a cidade onde estava morando.
- A primeira coisa que você precisa saber é: tome cuidado. A tijuca é um ótimo lugar, mas está cheia de ladrões oportunistas querendo roubar sua bolsa. - Disse Larissa.
- Disso eu sei, pode acreditar. No primeiro dia que saí de casa para ir à escola tive meu celular roubado, e se não fosse pelo meu irmão, estaria rodando na linha 2 até agora. - Respondeu Julie querendo fazer graça, mas ainda assim um pouco ressentida pelo celular roubado.
- Você tem irmão? Como não me contou? Você havia dito que morava só você e sua mãe na sua casa... - Indagou Larissa.
- Não... quer dizer, tenho. Ele é um bastardo, irmão por parte de pai. Passei anos sem vê-lo, porém sem querer o encontrei no metrô na semana passada e ele me ajudou. - Se explicou Julietta.
- Ah sim, percebi que você não gosta muito dele né?!
- Na verdade eu não sei. Não gostava nada dele, mas de uma semana passada estamos nos reaproximando, e ele tem se mostrado uma pessoa muito bacana. - Admitiu Julie. - Inclusive foi ele que me deu o celular novo.
- Então ele é legal pô. Mas deixa ele pra lá, preciso de sua ajuda.
- O que você quer? - Perguntou Julie.
- Eu tenho um namorado. Nós namoramos há um ano e meio, e acho que no fundo ainda sou apaixonada por ele. Mas tem um cara novo... e eu tô saindo com ele tem duas semanas. Eu não sei se quero ficar com esse cara ou continuar com o meu namorado. Acho que ele não merece o que estou fazendo com ele, mas eu não sei o que fazer. Eu não queria terminar. - Desabafou Larissa.
- Uau. É muita informação pra digerir, nem namorado eu sabia que você tinha! É realmente muito difícil a sua situação... mas como você ainda não sabe o que quer, talvez seja melhor tirar um tempo pra você e continuar com os dois, até você se decidir. Só não demore muito por que seu namorado pode acabar descobrindo né?! - Falou Julie.
- É melhor né? Tenho no máximo dez dias para decidir com qual eu fico. Está decidido! Promete que não vai contar isso pra ninguém? - Larrissa disse.
- Claro Lari, pra quem eu poderia contar? Não conheço quase ninguém nessa cidade! Seu segredo está salvo! - Respondeu Julietta sorridente.
      As meninas continuaram o tour e cerca de quarenta minutos depois o telefone de Julie tocou. Era seu irmão, e ele disse que precisava falar com ela. Os dois marcaram de se encontrar em vinte minutos em uma lanchonete da Praça Saens Penã, e Larissa a acompanhou. Quando chegaram Guilherme já estava sentado na lanchonete de costas para a porta, e as meninas entraram.
- Lá está ele. - Disse Julie, e foi em direção a mesa do irmão. Larissa foi andando um pouco distraída, e ao chegar na mesa onde Guilherme estava, os dois ficaram espantados.
- Guilherme?
 - Larissa? - Disseram os dois quase ao mesmo tempo.
- Espera aí, vocês se conhecem? - Perguntou Julie.
- Claro maninha, a Larissa é a minha namorada. - Disse animadamente Guilherme, enquanto se inclinava para beijar suavemente os lábios de Larissa, que olhava para Julie com uma cara de espantada, não acreditando que ela era a irmã de seu namorado, aquele que ela acabou de confessar que estava traindo.


AUTORA: Camille Delduque
Twitter: @MilleDelduque 

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Sangue - Parte 3

PARTE 1: http://ashistoriasaleatorias.blogspot.com.br/2013/09/sangue.html
PARTE 2: http://ashistoriasaleatorias.blogspot.com.br/2013/09/sangue-parte-2.html


    Durante alguns dias após a noite do baile, foram feitas investigações para que pudesse descobrir o assassino, ou, de acordo com o pensamento dos policiais, os assassinos. Murilo foi um dos principais suspeitos, devido a ser a única pessoa que foi ao Baile que não foi assassinada. Ninguém entendeu o que havia acontecido, como que uma pessoa tão bonita e simpática poderia cometer uma crueldade dessas? Então Murilo foi para a cadeia até que provasse que era inocente.
     Essa matança foi parar em manchetes nos jornais e era o mais comentado nas rádios. Com toda essa repercussão, o Padre Liam, o mais experiente dos Padres da cidade, foi até a casa da família Andrade para conversar com Maria e Carlos sobre suas experiências. Padre Liam contava que em 1876, aos seus 32 anos, teve de fazer um exorcismo em uma menina e seu pai, devido a eles estarem endemoniados, pois os demônios Acheropita e Apurinã possuíam sempre dois parentes, de acordo com o que Padre havia vivênciado. Um sempre matava as pessoas com um machado enferrujado e o outro torturava fisicamente seu companheiro por de baixo das roupas para que ninguém visse, e se ele tentasse contar para alguém, mataria quem ele amasse. Contada a história, o Padre Liam perguntou a Carlos e Maria se eles haviam notado algum comportamento estranho com algum familiar, ou até com eles mesmos, se entreolharam e ambos disseram que não. Desconfiado, Padre se retira da casa.
      Também com as notícias rolando, Guilherme, o único irmão de Carlos, que toda semana o ligava para dar e receber notícias, aparece em sua casa pra ver como estava. Com Murilo na prisão, Carlos deixou que Guilherme dormisse no seu quarto. Todos dormem. No dia seguinte, aproveitando que Maria saíra para pagar as contas, os irmãos conversam e Carlos se sente seguro para contar a verdade somente ao irmão. Ele conta sobre a conversa que tivera com Padre há dois dias, e diz que Maria estava possuída e que ela que havia matado Antônio, pois ele no dia da morte de seu filho havia tentado contar para o Padre sobre as torturas que ela fazia, mas não tinha coragem para tentar contar novamente, então pede que ele conte. No seu caminho até a Igreja, Guilherme sofre um atentado, é atacado por Maria.
      Carlos então percebe que mesmo pedindo a outro que contasse ao Padre, Maria mataria alguém que ele amasse. Decide então não afrontar Maria e fingir que está tudo bem para poder, no sigilo, contar o que acontecia ao Padre. Só assim poderia então fazer o chamado exorcismo, no Murilo e em Maria.


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